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Como contratar plano de saúde para a sua empresa: passo a passo
Contratar plano de saúde para a empresa parece mais complicado do que é. O processo tem cinco etapas bem definidas, e a maior parte do trabalho fica com a corretora — não com você.
Este artigo descreve o caminho completo, do levantamento inicial à implantação, com o que costuma dar errado em cada etapa.
Etapa 1: levantar as vidas
Antes de qualquer cotação, é preciso saber quantas pessoas vão entrar e a idade de cada uma. A idade é o fator que mais pesa no preço, e a quantidade de vidas define a quais produtos a empresa tem acesso.
A maioria das operadoras trabalha a partir de 3 vidas, e algumas aceitam a partir de 2. Titulares e dependentes contam para esse mínimo.
Adesão obrigatória ou facultativa?
Vale decidir cedo se todos os colaboradores entram ou se a adesão é opcional. Adesão obrigatória costuma render condições melhores, porque o grupo fica mais equilibrado — entram os que usam pouco e os que usam muito. Adesão facultativa tende a atrair quem mais precisa, o que pressiona a sinistralidade e, portanto, o reajuste futuro.
Etapa 2: definir o que a empresa quer oferecer
Três decisões determinam quase todo o resto:
- Abrangência: municipal, estadual ou nacional. Se a equipe atua só em Manaus, abrangência nacional costuma ser custo sem uso.
- Acomodação: enfermaria ou apartamento — entenda a diferença, lembrando que em alguns contratos ela também muda a rede de hospitais.
- Coparticipação: reduz a mensalidade da empresa, mas transfere parte do custo para quem usa. Veja quando compensa.
Vale também decidir se a empresa vai subsidiar parte do valor e quanto. Um subsídio parcial costuma aumentar bastante a adesão dos colaboradores — e adesão alta melhora as condições na renovação.
Etapa 3: cotação e comparação
Aqui entra a corretora. Levamos o perfil da empresa a várias operadoras e voltamos com as propostas lado a lado — não só o preço, mas rede credenciada, carências, coparticipação e histórico de reajuste da operadora.
É a etapa em que a maioria das empresas erra quando faz sozinha, comparando só a mensalidade. Duas propostas com valor parecido podem ter redes completamente diferentes em Manaus, e é a rede que o colaborador vai sentir no dia a dia.
Etapa 4: documentação
O que as operadoras costumam pedir da pessoa jurídica:
- Contrato social ou certificado de MEI (CCMEI).
- Cartão CNPJ e comprovação de atividade.
- Relação de vidas com dados e vínculo de cada participante.
- Declaração de saúde de cada pessoa incluída.
- Em alguns casos, FGTS ou eSocial para comprovar o vínculo empregatício.
O que mais atrasa é sempre o mesmo: relação de vidas incompleta e declarações de saúde pendentes. Se você reunir os dados de todos os participantes antes de começar, o processo encurta pela metade.
Etapa 5: implantação
Assinado o contrato, a operadora emite as carteirinhas e define a data de início de vigência. É o momento de orientar a equipe sobre:
- Rede credenciada e como consultá-la.
- Como funcionam as autorizações prévias.
- Carências aplicáveis, se houver.
- Como a coparticipação será descontada, se houver.
- Quem procurar em caso de problema — nós, não o RH.
Uma comunicação clara nessa etapa evita a maior parte das reclamações internas nos primeiros meses.
O reajuste do empresarial é diferente
Ele é negociado entre a operadora e a empresa com base na sinistralidade do grupo, e não tem o teto anual que a ANS aplica aos planos individuais. Em troca, o custo por pessoa costuma ser bem menor. É uma escolha consciente, não uma pegadinha — entenda os dois tipos de reajuste.
Contratos com menos de 30 vidas costumam ser agrupados pela operadora num mesmo cálculo, o que protege grupos pequenos de variações extremas causadas por um único caso de alto custo.
Obrigações da empresa depois da contratação
- Manter a relação de vidas atualizada — incluir admitidos e excluir desligados nos prazos do contrato.
- Informar o direito de manutenção a quem for demitido sem justa causa ou se aposentar, se houver contribuição do empregado.
- Repassar as comunicações da operadora aos beneficiários.
A segunda é a que mais gera passivo trabalhista quando esquecida. O prazo para o ex-empregado optar pela manutenção é curto, e a obrigação de informar é da empresa.
Quanto tempo leva
Da primeira conversa à vigência, o processo costuma levar poucas semanas quando a documentação está em ordem. Vale planejar com um mês de folga se a empresa quer começar em uma data específica.
Quer começar? Fale com um corretor — a cotação e o acompanhamento da implantação são gratuitos. Veja também a página do plano de saúde empresarial, as vantagens para a empresa e o caso específico do MEI.