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Para empresas

Como contratar plano de saúde para a sua empresa: passo a passo

· 774 palavras

Equipe de uma empresa reunida após contratar plano de saúde

Contratar plano de saúde para a empresa parece mais complicado do que é. O processo tem cinco etapas bem definidas, e a maior parte do trabalho fica com a corretora — não com você.

Este artigo descreve o caminho completo, do levantamento inicial à implantação, com o que costuma dar errado em cada etapa.

Etapa 1: levantar as vidas

Antes de qualquer cotação, é preciso saber quantas pessoas vão entrar e a idade de cada uma. A idade é o fator que mais pesa no preço, e a quantidade de vidas define a quais produtos a empresa tem acesso.

A maioria das operadoras trabalha a partir de 3 vidas, e algumas aceitam a partir de 2. Titulares e dependentes contam para esse mínimo.

Adesão obrigatória ou facultativa?

Vale decidir cedo se todos os colaboradores entram ou se a adesão é opcional. Adesão obrigatória costuma render condições melhores, porque o grupo fica mais equilibrado — entram os que usam pouco e os que usam muito. Adesão facultativa tende a atrair quem mais precisa, o que pressiona a sinistralidade e, portanto, o reajuste futuro.

Etapa 2: definir o que a empresa quer oferecer

Três decisões determinam quase todo o resto:

  • Abrangência: municipal, estadual ou nacional. Se a equipe atua só em Manaus, abrangência nacional costuma ser custo sem uso.
  • Acomodação: enfermaria ou apartamento — entenda a diferença, lembrando que em alguns contratos ela também muda a rede de hospitais.
  • Coparticipação: reduz a mensalidade da empresa, mas transfere parte do custo para quem usa. Veja quando compensa.

Vale também decidir se a empresa vai subsidiar parte do valor e quanto. Um subsídio parcial costuma aumentar bastante a adesão dos colaboradores — e adesão alta melhora as condições na renovação.

Etapa 3: cotação e comparação

Aqui entra a corretora. Levamos o perfil da empresa a várias operadoras e voltamos com as propostas lado a lado — não só o preço, mas rede credenciada, carências, coparticipação e histórico de reajuste da operadora.

É a etapa em que a maioria das empresas erra quando faz sozinha, comparando só a mensalidade. Duas propostas com valor parecido podem ter redes completamente diferentes em Manaus, e é a rede que o colaborador vai sentir no dia a dia.

Etapa 4: documentação

O que as operadoras costumam pedir da pessoa jurídica:

  • Contrato social ou certificado de MEI (CCMEI).
  • Cartão CNPJ e comprovação de atividade.
  • Relação de vidas com dados e vínculo de cada participante.
  • Declaração de saúde de cada pessoa incluída.
  • Em alguns casos, FGTS ou eSocial para comprovar o vínculo empregatício.

O que mais atrasa é sempre o mesmo: relação de vidas incompleta e declarações de saúde pendentes. Se você reunir os dados de todos os participantes antes de começar, o processo encurta pela metade.

Etapa 5: implantação

Assinado o contrato, a operadora emite as carteirinhas e define a data de início de vigência. É o momento de orientar a equipe sobre:

  • Rede credenciada e como consultá-la.
  • Como funcionam as autorizações prévias.
  • Carências aplicáveis, se houver.
  • Como a coparticipação será descontada, se houver.
  • Quem procurar em caso de problema — nós, não o RH.

Uma comunicação clara nessa etapa evita a maior parte das reclamações internas nos primeiros meses.

O reajuste do empresarial é diferente

Ele é negociado entre a operadora e a empresa com base na sinistralidade do grupo, e não tem o teto anual que a ANS aplica aos planos individuais. Em troca, o custo por pessoa costuma ser bem menor. É uma escolha consciente, não uma pegadinha — entenda os dois tipos de reajuste.

Contratos com menos de 30 vidas costumam ser agrupados pela operadora num mesmo cálculo, o que protege grupos pequenos de variações extremas causadas por um único caso de alto custo.

Obrigações da empresa depois da contratação

  • Manter a relação de vidas atualizada — incluir admitidos e excluir desligados nos prazos do contrato.
  • Informar o direito de manutenção a quem for demitido sem justa causa ou se aposentar, se houver contribuição do empregado.
  • Repassar as comunicações da operadora aos beneficiários.

A segunda é a que mais gera passivo trabalhista quando esquecida. O prazo para o ex-empregado optar pela manutenção é curto, e a obrigação de informar é da empresa.

Quanto tempo leva

Da primeira conversa à vigência, o processo costuma levar poucas semanas quando a documentação está em ordem. Vale planejar com um mês de folga se a empresa quer começar em uma data específica.

Quer começar? Fale com um corretor — a cotação e o acompanhamento da implantação são gratuitos. Veja também a página do plano de saúde empresarial, as vantagens para a empresa e o caso específico do MEI.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre este assunto

Quantas vidas são necessárias para um plano empresarial?

A maioria das operadoras trabalha a partir de 3 vidas, e algumas aceitam a partir de 2. Titulares e dependentes entram na contagem.

Quais documentos a empresa precisa apresentar?

Contrato social ou certificado de MEI, cartão CNPJ com comprovação de atividade, relação de vidas com o vínculo de cada participante e a declaração de saúde de cada pessoa incluída.

A empresa é obrigada a pagar o plano dos funcionários?

Não. A empresa pode subsidiar parte do valor ou repassar integralmente ao colaborador. Um subsídio parcial costuma aumentar bastante a adesão.

Quanto tempo leva para implantar o plano?

Poucas semanas, quando a documentação está completa. O que mais atrasa é a relação de vidas incompleta e as declarações de saúde pendentes.

Ficou com dúvida?

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Cuidamos de todo o trâmite: comparação entre operadoras, portabilidade de carências, documentação e assinatura. A assessoria é gratuita.

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